quinta-feira, 7 de maio de 2009

Galo no Divã: Atlético MG 3 x 0 Vitória (4 x 5 pen.)

(Galo forte, mas ainda não vingador)

Ontem estava tudo atrapalhado. Quem nunca faz nada, fez demais. Quem costuma fazer, não deu em nada. O time estava de pernas pro ar, mas no bom sentido. Seria uma rasteira que o Celso Roth passou nos velhos conceitos do Juba? Ainda é muito cedo para dizer que mais uma vez queimei a língua, mas fato é que gostei do que vi.
Será que a união vai fazer o bando virar time? Foto superesportes.


Juninho: Fundamental, na presença e na postura. Saiu muitas bolas com a mão, em vez dos chutões. Já é um começo.
Marcos Rocha: Bem no apoio e um pouco melhor que o de costume na defesa. Movimentou-se bem do meio pra frente. Não precisava sair, a menos que estivesse cansado.
(Elder Granja): Continuou o papel do anterior no ataque, mas não na defesa.
Welton Felipe: Jogou com mais tranquilidade. Compensou a falta de técnica com muita vontade.
Leandro Almeida: Este já não estava tranquilo, mas até o último momento não tinha comprometido.
Thiago Feltri: Esforçado. Mas faltou qualidade nas jogadas de linha de fundo.
Rafael Miranda: Disposto como sempre, mas limitado como sempre.
(Alessandro): Jogou com mais coragem. Ainda falta acertar a técnica.
Renan: Jogou muito bem. Fez até gol. (desta vez, sem ironia).
Márcio Araújo: Muito bem na marcação e posicionamento, sem exagerar no ataque.
Fabiano: Não produziu nada. Poderia ter saído já no intervalo.
(Tchô): Começou tímido e com as falhas de sempre. Depois, entrou no clima da partida e foi importante.
Éder Luis: Prendeu/Perdeu muitas bolas, comprometendo o ataque.
Diego Tardelli: Muito mal. Sempre fora da área, perdeu a chance de concluir quando a bola por lá estava, mas ele não. Nem com a entrada do Tchô e Alessandro ele consertou.

Celso Roth: Considerando a falta de opções na zaga, escalou bem. Foi audacioso nas substituições, achei até que era muito arriscado. Mas vi que fez bem. Quase deu...

Começo do jogo normal, para quem está acostumado a se desiludir partida após partida. O time afobado, sem saber o que fazer com a bola e errando passes grotescos. Parecia ser mais um vexame no Mineirão. Aos poucos, entretanto, o time veio melhorando e o gol começava a amadurecer. Não fosse os 'desvios de conduta' (falha de posicionamento) do Tardelli e o barbantinho do Éder, talvez o marcador teria mudado mais cedo e, quem sabe, mais vezes. No único momento em que o artilheiro esteve lá, a bola acertou o poste e contou com a boa colocação do Renan para acender nossa esperança.

Segundo tempo praticamente irreconhecível. O Galo finalmente sentia-se em casa. Juninho deu um show à parte, embora não tivesse sido tão exigido além do penalti. As saídas de bola com as mãos deram um indício de que algo poderia mudar na organização do time. A zaga estava com bastante vontade, mas mostrou que se fosse apertada, confessaria. Mas andei pensado. Qual zaga hoje não tem confessado? Acho que o importante nem foram as (poucas) falhas, mas a postura um tanto quanto diferente. Isto, obviamente, tem a ver com a posição dos homens de contenção no meio campo. Pois, Renan estava mais atento, disponível e em cima dos lances. A ajuda do Rafael e Márcio foram fundamentais para dar segurança à zaga.

A coisa se complicou do meio pra frente. Ficamos muito na dependência de um cruzamento dos laterais e contar com algum elemento surpresa para por a bola no fundo das redes. E foi o que aconteceu. Dois jogadores que ainda não marcaram (o Welton Felipe nem tem essa função) foram os que aumentaram o marcador.

É importante lembrar que o outro time estava em uma retranca danada. Fazendo uma cera dos diabos. Não queria jogar futebol. Isso dificultou a penetração na área, mas facilitou a vida no sentido de que o Galo esteve à vontade para mostrar futebol. Além disso, penso que o treinador tirou os 3 melhores jogadores do time (tudo bem que o Apodi não é bom jogador, mas desde a primeira partida vinha dando um trabalho danado pra lateral esquerda). Isso ajudou ainda mais.

Para mim, a eliminação era certa. Bastava aguardar os 90 minutos e torcer para que não ocorresse outro vexame. Mas vi algo muito diferente. Penalti não é loteria, mas um pouco de sorte ajuda. Desta vez ela resolveu sair de fininho de perto do Juninho. Este foi muito bem em pelo menos 2 cobranças, mas caprichosamente a bola escapou para dentro do gol. E, no último momento, penso que a competência é que estava em jogo. Tudo bem que o Roth ainda não conhece os jogadores, mas critico-o assumindo meu preconceito. Pra mim, zagueiro quando não é craque, só bate pênalti em último caso. Eu temia pelas cobranças do Alessandro (por desconfiança mesmo) e do Leandro (por esta minha tese). No final, deu no que deu.

Os aplausos da torcida (que compareceu em número compatível com o merecimento do time nas últimas semanas) foram justos. Espero que esta eliminação seja a última. E que ano que vem nem disputemos esta competição...

Mas não sou cego... falta muito!

12 comentários:

Jason Urias disse...

Os tradicionais 'adendos':

Discordo. O Feltri, pra mim que vi o jogo a partir do 30' do 1º, foi um dos melhores em campo, ao lado do Márcio Araújo. Ele foi muito ao ataque, fez boas jogadas e bons cruzamentos. Inclusive aquele na cabeça do Tardelli, que finalizou muito mal.

Não sei se vale como atenuante (e se mais alguém percebeu), mas o Feltri sentiu alguma coisa - que desconfio ter sido cãimbra - mais ou menos aos 30' do 2º. Daí em diante, parece ter jogado no sacrifício, se esticando e fazendo caretas a cada jogada.

O Renan realmente fez uma boa partida, assim como o WF. Ao contrário do Tardelli, que foi muito mal, como já foi dito. Perdeu gols que não costuma perder e continua sistematicamente se distanciando muito da meta adversária, como o Gus tem chamada a atenção há tanto tempo.

eliana disse...

Urubu quando está de azar... ano passado, o cobrador oficial de pênalti do Galo era o LA.

Fabricio e Talismar disse...

Concordo com o final da sua avaliação. Zagueiro bater penalt tem que ser muito bom. Deu para perceber que não dá para jogar com Marcio Araújo (movimento muito, mas tb erra muitos passes) e Carlos Alberto juntos.
Fato que merece destaque, ao final do jogo o Tcho foi lá abraçar o novo treinador (agradecendo a chance, que com Leão não tinha?)

CAROLZINHA DALILA... disse...

EU PARTICULARMENTE VIBREI DEMAIS DURANTE O JOGO, ACREDITEI A CADA MINUTO A CADA LANCE... PORÉM QUANDO O TARDELLI PRATICAMENTE DESISTIU DE FAZER O GOL NO ULTIMO ATAQUE DA PARTIDA EU ESMORECI TOTALMENTE... NÃO TEM EXPLICAÇÃO, EU PERCEBI DESANIMO NO ARTILHEIRO, PARECIA SEM VONTADE NENHUMA, E EU NÃO CONSEGUI IMAGINAR UM MOTIVO, A TORCIDA GRITAVA (GRITA) O NOME DELE MESMO QUANDO ELE PERDE O GOL. POR ISSO EU NÃO VEJO CULPA NO LEANDRO ALMEIDA, ELE EH PAGO PRINCIPALMENTE PARA DEFENDER, AGORA O LANCE DO MATADOR CARA A CARA COM GOLEIRO PODERIA TER EVITADO TODO O SOFRIMENTO DA DISPUTA DE PENALTIS E DE MAIS UMA DECEPÇÃO ALVINEGRA!!! O TORCIDA QUE SOFRE... SOFRER ATÉ MORRER!!!

Gus Martins disse...

Fabrício, boa observação quanto ao Márcio junto com Carlos Alberto. Este foi muito elogiado aqui no FEF, principalmente por mim e pelo Jason. Mas hoje, em campo, vinha caindo pelas tabelas. Ontem não fez falta nenhuma e senti um arrepio quando ele foi pro aquecimento. Ainda bem que o Roth mudou de idéia na úlima hora.

Pois é, Carolzinha, as falhas de posicionamento do Tardelli sempre foram frequentes. Agora, chutar com pé murcho só nesses últimos jogos, sabe-se lá porque...

Gus Martins disse...

Jason, acho que o Feltri lutou bastante, mas a sombra do Júnior me faz ficar sempre insatisfeito ao ver o reserva em campo... Isso pode até ser uma certa injustiça(aliás, você sabe bem, nunca tive muita paciência com o Feltri.. hehehehe).

Tom disse...

É.....infelimente presenciei mais uma vez nesta minha vida de Atleticano - da qual nunca me arrependí ou arrependerei - de mais uma frustração nos últimos instantes.
Compulsão à repetição?
Haja divã....
Curioso: nos preparativos para os penaltis percebi que qdo todos faziam aquele ritual de fusão grupal o L Almeida por questões burocráticas estava conversando com o juiz.
Não fiquei nervoso, nem ansioso,apenas esperei o final q anteví.
Tinha claro q: ou faríamos o quarto gol no tempo normal ou "ba- bal".
Não se reverte uma postura hirtóricamente arraigada de perder o nexo nos momentos decisivos de uma hora para outra, ainda mais depois de 20 anos de descaso....
Sinto muito e Galo, Galo, Galo, agora e na eternidade.
Eu insisto como nunca ,

Jason Urias disse...

Sei não, mas tô achando que o Feltri vai ser o dono da lateral na era Roth.

Carolzinha,

pensei algo muito parecido enquanto ouvia alguém aqui no trabalho reclamar do Almeida. Se o Tardelli não tivesse sido tão displicente na conclusão daquela jogada... Mas, como disse o Gus, o tal do se não vale nada.

Felipe disse...

Quem sabe se o Roth resolver utilizar a primeira idéia do Juba não dê certo: Feltri na lateral com Junior como meia. Assim fazia o Tardelli ficar mais próximo ao gol e melhorava o toque de bola do meio-campo. Minha escalação seria assim: Héctor Carini*, Élder Granja, Welton Felipe, Leandro Almeida e Thiago Feltri; Renan e Márcio Araújo; Fabiano e Júnior; Éder Luís e Diego Tardelli.
Abração pra vocês.

*Vocês viram este boato que o Carini, antigo reserva do Buffon na Juventus, estaria vindo pro Galo? Têm algo a comentar?

Jason Urias disse...

Eu ouvi algo neste sentido, Felipe. Me lembro desse goleiro na seleção Uruguaia e a impressão que tenho é que é bom goleiro. Acho que seria uma boa contratação, pra chegar e assumir a titularidade, se estiver bem fisicamente.

Esperemos.

Jason Urias disse...

Felipe, direto de quem manda: Kalil fala sobre o Carini.

Herberth Mendes disse...

Valeu pela luta e disposição. Sinceramente, não imaginava que o Galo faria nem os 3 gols.
L.A. era o cobrador de penalty no fim da temporada passada, por isso penso que era até natural que ele cobrasse. Pondero apenas que a fase atual dele não é boa e nesses casos é preferível se preservar um pouco para não queimar ainda mais.
Não vi displicência no lande final do Tardelli (que realmente perdeu muitos gols), acredito que faltou foi perna mesmo.
Kalil deu entrevista hj sobre o Carini no AE. Tá em negociação mas parece ser difícil a vinda.
Sempre foi um goleiro muito elogiado, se não me falha a memória já era titular da Seleção Uruguaia com 19 anos. Historicamente temos boas lembranças com defensores uruguaios.