sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

... e vice versa (A derrota necessária)

("O Uruguai está se erguendo para ganhar mais uma copa no Brasil" Um fã do esporte no BB1 de ontem na ESPN Brasil)

Clássico é clássico. E talvez seja necessário remediar-nos contra aquilo para o qual não previnimos. A soberba. Explico.

Em conversa com o Tom, ele lançou o tema e sua preocupação com o jogo de amanhã. E diz que "a derrota do Galo no clássico seria salutar neste momento mitificatório". Para os apressados, respondo em alto e bom som com dois sonoros monossílabos: SIM! e NÃO! Somos atleticanos Sim! E Não, não somos cegos.

2009, nova direção - o Presida com a corda toda, realiza um de seus sonhos de consumo com o velho Juarez. Com uma boa arrancada vieram as piadinhas de líder. No sprint final, o mesmo de sempre.
Ano passado, o ano do projeto. Melhor treinador do Brasil e contratações de peso (inclusive na balança, com o perdão do trocadilho porco). A pérola da vez foi que "estávamos nos acostumando a passar o outro lado pra trás". Pois é... fomos campeões sem vencê-los e no final das contas, ficamos atrás de novo.
Voltemos um pouco atrás, na não menos fatídica década de 90. Super Galo e Sele-Galo. Isto vos lembra alguma coisa?

Em comum temos aí a prepotência disfarçada de organização. A imortal esperança travestida de sucesso. A tragédia mascarando incompetência. O azar recobrindo a cegueira. Pois é batendo na mesma tecla de sempre, diferente da tradicional imprensa mineira atleticana ah, essa mesmo que nós temos. Não torceremos contra o Galo, mas se for para acordar o time e, o quanto antes, cair por terra mais uma ilusão dos "doutores em Galo", os que querem mostrar que "entende de futebol e do Galo e propor soluções mágicas, etc" (palavras do Tom), que venha uma derrota.
Não precisamos de um time bom no papel, na mídia e tampouco na boca do povo. E daí que houve "investimentos responsáveis", contratação de elenco e o escambau? O time precisa ser bom em campo. Ainda não foi. E se for preciso cair diante de um adversário digno para desejar superação, que seja agora.

EM CAMPO. Deixando de lado as reflexões (ah, que saudade delas aqui no blog... valeu, Tom!), meu medo real.
Nos dois jogos (por que não dizer 3, contando com o river fake) o Galo mostrou ter afundado no velho erro, aquele primeiro que o DJ procurou corrigir quando chegou na equipe. Bola cruzada na área. Alta ou rasteira, é sempre um terror para a zaga/torcida (parece que a  zaga se comporta como tal).
A afobação: Faltas desnecessárias, cartões mais ainda. Não tivemos problemas com "Zés das couves" batendo faltas, mas agora haverá Montillo e/ou Roger.
Laterais lentas: Bolas nas costas tem sido a especialidade dos lados do campo (o Patrick até que não pecou nisto, mas estará de fora). Tomaremos mais um gol do Wellington PERNADEPAUlista?
A virada: imagina tomar um gol aos 10 min. Prato cheio pra acreditarmos piamente em mais uma virada, colocarmos 5 atacantes e, em vez do resultado esperado, matarmos a saudade de mais uma goleada de 5.

Ok, ok, o DJ não é bobo nem nada. O jogo é diferente. Acredito que ele agirá como tal. E os jogadores?

Resumo da ópera: Se for como tem sido, que caiam logo do cavalo e percam. Se milagrosamente a postura profissional entrar em campo, vencer é detalhe.

4 comentários:

Breno disse...

VICE: Bom meus caros Fefianos amanhã estaremos de um rival que ano passado foi tido como o grande VICE do brasileirão. Mais uma vez aquela arrancada, Sprint e tal. Fizemos o nosso e depois de tanta lambança “comemoramos” a vaga na Sula. Mas para que mesmo? Não preciso relatar aqui aquela máxima de que focaremos o campeonato x a y... etc.
Concordo com relação à queda diante a realidade, ao time que nos repercutirá uma filosofia de: o que estamos fazendo errado? Mas vai a minha opinião. Vamos ganhar e não por competência nossa e sim por falhas alheias.
Quanto ao problema zaga, hoje via Fred falando da zaga e do ato de sua torcida pegar no pé de Cavalieri. “A defesa que hoje é ruim, ano passado foi a menos vazada e é a mesma. Peço paciência e que a torcida jogue do nosso lado” Aqui jogamos do lado sempre, embora amanhã o estádio estará frio, saibam jogadores que estaremos irradiando o nosso fervor e que no silêncio de um gol marcado ouvirá da rua um soar de GALO!!!
VERSA: Dorival... espero que já conheça o suficiente o nosso inimigo, que tenha versado todas as armas em potencial, pois agora o Montillo não vai querer falhar diante a sua torcida. Que a zaga se acerte e perceba que nomes se constrói em campo e não no que foi um dia... Que nosso magnata inspire-se e contagie os demais a correr sem cessar, pois a única coisa que pedimos é que se tenha raça, o resultado é uma condicionante do tamanho desempenho.
E aí vamos cair? Se sim que seja com dignidade e humildade de reconhecer que algo tem que ser feito, mas se vencer busque o erro na vitória e melhore, pois numa batalha as feridas serão exploradas com maior intensidade no próximo confronto.
Agora só me resta a beber para poder acalmar os ânimos e olha que acho que sou um dos poucos confiantes.

elianA disse...

Ver lado bom na derrota pras Marias é qse impossível, pelo menos de antemão. Não tô sentindo muita firmeza no time ainda, a zaga tá sem o Rever e as laterais continuam sendo problema, não temos nem a conta do chá. Acho que em clássico a coisa muda de figura, o DJ não é besta e a despeito do que a mídia possa dizer em caso de uma vitória nossa, ele sabe que muito ainda precisa ser melhorado. Depois de tantas derrotas acachapantes pras Marias, não nego que sinto um certo receio, mas qualquer resultado negativo que não seja elástico, será palatável, embora, como sempre, amargo.

Tom disse...

Xíííí...esquecí q o time tá desfalcado de "peças chaves", aí haverá as eternas desculpas prontas.
Queria q a derrota acontecesse com o time completo.
Fica prá próxima.
Caramba, a próxima será certamente o primeiro jogo das finais, então fica pro ano que vem.

Jason Urias disse...

É isso mesmo, Eliana. Ver vantagens em uma derrota para as marias é difícil. Mas não é esta a nossa proposta aqui,
no FEF? Tentar sempre olhar o Galo com amor, e não com paixão (por mais estranho que isso possa parecer)?

A história, como lembrou o Gus, tem muito pra ensinar. Os erros do passado lá permanecem e estão sempre à disposição
para ensinar a não mais cometê-los.

O fato é que a vantagem é delas, sim. O time do ano passado se manteve - e lembremos que já era um time bem mais coeso
e organizado que o nosso -, ao passo que temos mudanças mais radicais e problemas ainda não resolvidos, como já foi dito.
Portanto, uma derrota não seria de se assustar. Mas não precisa ser de balaiada também não, né?

Eu tenho pensado muito é na questão tática do time. O DJ andou dizendo que precisava mudar o perfil do time pra deixá-lo
rápido, principalmente na saída de bola. Mas um meio-campo com Ricardinho e Renan Oliveira não indica esta mudança de perfil.
São jogadores lentos, de mais toque de bola e experiência, no caso do Ricardinho. Isto significa que este time muito provavelmente
não será o time da temporada, o que significa dizer que, por enquanto, ele deve estar mais preocupado em formar nos jogadores
sua cultura tática, seu estilo, do que o time propriamente dito. O Diego Souza que, com fome, é titular; o Toró que, pra mim,
briga com o Serginho por vaga no meio (e acho que este deveria ser colocado na lateral-direita e deixar o ex-rubro negro
ao lado do Richarlyson na meiúca); o Jóbson, o Mancini...

Esse jogo vale mais como prova de resistência do que qualquer outra coisa.